sábado, 15 de setembro de 2007

Tribalistas


Tribalistas é um trio musical que é composto por Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.

Tudo começou quando Marisa Monte foi gravar uma participação no disco que Arnaldo estava fazendo, produzido por Brown. O grupo ficou junto uma semana e resolveram fazer algumas músicas. Mas ainda não pensavam em gravar um disco juntos.

Para o grupo, Os Tribalistas não era um projeto, era um sonho, um desejo que cada um tinha.

Quando saíram da Bahia já se tinha um repertório que podia ser gravado pelos três juntos, e depois de muitas reuniões, decidiu-se lançar um cd com um dvd incluso.

O grupo vinha pensando, queriam um nome, como se fossem um conjunto.

Primeiro, pensaram em um nome que viesse de três, de tri, de tribo. Daí surgiu: "os Tribalistas".

Com uma concepção bem original, foi a união de Marisa Monte, Arnaldo Antunes e de Carlinhos Brown.

Os Tribalistas - saudosistas do futuro, como eles mesmos afirmam - tiveram início em Salvador em 2002 e o álbum foi gravado secretamente em treze dias, um para cada canção, na casa de Marisa no Rio.

As letras são ótimas: bem originais, inteligentes e atuais. O estilo varia. Tem desde bossa nova até rock, passando pelo samba e pelo soul.

Rock Anos 80


O rock brasileiro da década de 80, ou melhor, o pop rock nacional dos anos 80, foi um movimento musical que surgiu no início da década. Foi batizado por Nelson Motta como Brock. É caracterizado por influências variadas, como a New Wave, o punk, o pop e, em alguns casos, ritmos como o reggae. As letras das músicas geralmente falam sobre amores - sejam eles perdidos ou bem sucessivos - e algumas temáticas sociais. Estas temáticas eram abordadas muitas vezes em tom de brincadeira, outra característica marcante do movimento.
O visual também era próprio da época; cabelos armados, gel, roupas coloridas e extravagantes completavam o figurino de muitas bandas do movimento. Tudo isso tinha influência de bandas do rock inglês e americano da mesma época.
Seu começo deu-se com o surgimento da banda Blitz, em 1982.
Os shows no "Circo Voador", revelaram Paralamas do Sucesso, kid Abelha, Barão Vermelho, entre outras.
O kid Abelha apostou mais no som com influência do pop, da New Wave e da Jovem Guarda.
Já o Barão Vermelho fixou-se no rock mais tradicional.
As bandas paulistas também tiveram importante papel no cenário que havia se formado.
Influenciados pelo punk e pelo rock mais pesado, Ira! e Titãs trilharam caminhos parecidos naquela década.
Hoje em dia, há uma movimentação que mostra algumas bandas do Brock voltando à ativa, mesmo que apenas para shows. O saudosismo do público com os artistas daquela época colabora para que a "onda dos anos 80" esteja mais forte do que nunca.

Novos Baianos



Os "Novos Baianos" foram um exemplo lapidar de um grupo pautado na base cultural brasileira, mas com toda uma preocupação de ter um som com elementos universais.

Ativo entre os anos de 69 e 79; os Novos Baianos tornaram-se emblemáticos dentro da indústria cultural brasileira pela constante constante referência às matrizes musicais nordestinas incorporando também tangos, sambas e boleros, operando a clássica infusão tropicalista.

Influênciados pela contracultura e pela emergente Tropicália, Luiz Dias Galvão, Morais Moreira, Paulinho Boca de Cantor, e Baby do Brasil, tocam juntos pela primeira vez em Salvador, no show "Desembarque dos bichos depois do dilúvio", em 69.

A projeção nacional vem com os hits "Preta Pretinha", "Besta é tú" e a regravação de "Brasil pandeiro".

Os "Novos Baianos" incorporam a sua formação o subgrupo "A cor do som", composto por Pepeu Gomes, seu irmão Jorginho Gomes na bateria, Dadi no baixo; José Roberto, o Baixinho, e Bolacha na percusão. O subgrupo acaba por servir de sólida base ritmica para o som elétrico dos "Novos Baianos".

Em pleno clima de fechamento das liberdades democráticas por conta do regime militar, os "Novos Baianos" viviam como uma comunidade quase que anárquica. Fruto dessa convivência existencial e artística, o grupo lança o álbum Novos Baianos Futebol Clube, de 73.

Desfalcado de Moraes, os "Novos Baianos" tem na figura de Pepeu Gomes o seu eixo instrumental.

O grupo ganha o reforço do dançarino Gato Félix para dar maior enfoque cênico às apresentações.

Em 76, Dadi deixa os "Novos Baianos". As modificações na formação da banda incluem, também, a entrada de Charles Negrita na percussão e a saída de Gato Félix.

Em 79, os integrantes do grupo de forma consensiosa resolvem encerrar as atividades.

Jovem Guarda


"O futuro pertence a Jovem Guarda porque a velha esta ultrapassada.", a frase do líder Vladimir Lênis batizou no Brasil, em 1965 um dos programas de tv de maior audiência da época: o Jovem Guarda, apresentado pelos emergentes cantores e ídolos juvenis. Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia.
O programa Jovem Guarda foi o catalisador de um movimento que pôs a música brasileira em sintonia com o fenômeno internacional do rock e deu origem a toda uma nova linguagem musical e novos padrões de comportamento.
Entravam em cena as guitarras elétricas, a idéia de música exclusivamente jovem, com signos jovens e toda uma constelação de artistas: Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Eduardo Araújo, Martinha, Ed Wilson, Waldirene, Leno e Lilian, Deny e Dino, Bobby Di Carlo e grupos como Golden Boys, e tantos outros.
O programa de tv acabou em 1969, mas a estética da Jovem Guarda nunca deixou de estar presente na música brasileira feita a partir da década de 70.
Os primórdios do movimento devem ser procurados na segunda metade dos anos 50, quando o país começou a ser exposto à informação rock'n'roll, através dos discos de Elvis Presley. No fim da década, o país ganhou seus primeiros ídolos do rock. Eles representavam o rock em sua vertente mais adocicada, a das baladas.
A maior parte das letras eram ingênuas e recatadas, e boa parte das músicas, versões de sucesso do rock americano, britânico, italiano e até japonês.
Em pouco tempo, a moda adotada pelos apresentadores tinha se espalhado pelo país,bem como seus gestos e gírias - broto, carango, legal, "É uma brasa mora?", tudo veio da Jovem Guarda.
E o sucesso só fazia crescer: em 1966, o sucesso de Roberto com O Calhambeque havia chegado a Portugal, França, Argentina, Uruguai e México.
Em 1967, a Jovem Guarda iniciava o seu declínio.
Logo o programa saiu do ar e a Jovem Guarda se desmanchou. Cada um foi para um lado. Houve quem seguisse Roberto na carreira de cantor romântico, quem continuasse no rock e quem se bandeasse para o brega, música sertaneja ou mesmo rock rural.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Tropicalismo


(Os tropicalistas. capa do cd tropicália.)
"A Tropicália foi o avesso da Bossa Nova". Assim, Caetano Veloso define o movimento que,ao longo de 1968, revolucionou o status quo da musica popular brasileira.
Dessa corrente, também participam Gilberto Gil e Tom Zé, e outros como, o trio Mutantes e as cantoras Gal Costa e Nara Leão.
Diferentemente da Bossa Nova, que introduziu uma forma original de compor e interpretar, a Tropicália não pretendia sintetizar um estilo musical, mas sim instaurar uma nova atitude. Sua intervenção na cena cultural do país foi, antes de tudo, crítica.
No início de 1967, esses artistas sentiam-se sufocados pelo elitismo e pelos preconceitos de cunho nacionalista que dominavam o ambiente da chamada MPB.
Argumentando que a música brasileira precisava se tornar mais "universal", Gil e Caetano tentaram conquistar adesões de outros compositores de sua geração. Porém, a reação desses colegas mostrou que, se aderissem mesmo à música pop, tentando romper a hegemonia das canções de protesto e da MPB politizada da época, os futuros tropicalistas teriam que seguir sozinhos.
Consideradas como marcos oficiais do novo movimento, as canções Alegria, Alegria (de Caetano) e Domingo no Parque (de Gil) chegaram ao público já provocando muita polêmica.
As guitarras elétricas da banda argentina Beat Boys, que acompanhou Caetano, e a atitude requeira dos Mutantes, que dividiram o palco com Gil, foram recebidos com vaias pela chamada linha dura do movimento estudantil. Para aqueles universitários, a guitarra elétrica e o rock eram símbolos do imperialismo norte - americano e, portanto, deviam ser rechaçados do universo da música popular brasileira. No entanto, não só o júri do festival mas grande parte do público aprovou a nova tendência.
O movimento só passou a ser chamado de tropicalista a partir de 5 de Fevereiro de 1968, devido a um artigo publicado no jornal Ultima Hora, intitulado "A cruzada tropicalista".
Em maio de 1968, o estado - maior tropicalista gravou em São Paulo Tropicália, álbum coletivo com caráter de manifesto.
Ritmos como o Bolero e o Baião, indicavam o procedimento tropicalista de enfatizar a cafonice, o aspecto Kitsch da cultura brasileira. Alienados com a cultura da geração hippie, os tropicalistas também questionaram os padrões tradicionais da chamada boa aparência, trocando-a por cabelos compridos e roupas extravagantes.
em Outubro,finalmente, os tropicalistas conseguiram um programa semanal na Tv Tupi. A influência do movimento ficou evidente em dezenas de canções concorrentes no IV Festival de Música Popular Brasileira. A decisão do júri refletia o grande impacto da Tropicália somente um ano após o lançamento de suas primeiras obras.
Com o endurecimento do regime militar no país, as interferências do Departamento de Censura Federal já haviam se tornado costumeiras; canções tinham versos cortados, ou eram mesmo vetadas integralmente. A decretação do Ato Institucional n° 5, em 13 de Dezembro de1968, oficializou de vez a repressão politica a ativista e intelectuais. As detenções da Caetano e Gil, em 27 de Dezembro, precipitaram o enterro da Tropicália, embora sua morte simbólica já tivesse sido anunciada nos eventos do grupo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Bossa Nova : O samba diferente que ganhou o mundo!




Foto:Flagrante de primeira noite da Bossa Nova, o show "A Noite do Amor, do Sorriso e da Flor", na faculdade de Arquitetura.



Em Nova York, na noite de 21 de novembro de 1962, haviam mais de três mil pessoas lotando o Carnegie Hall. Estavam todos ali para ouvir um novo estilo musical - a Bossa Nova.
Criada na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, por jovens musicos de classe média,a Bossa Nova nada mais era do que uma nova maneira de tratar o samba.
A nova batida, presente no violão de João Gilberto, no piano de João Donato e de Tom Jobim consolidava a fusão entre técnicas típicas da música do Brasil com infliência do jazz.
O show se tornara uma iniciativa "oficial" do Itamaraty para promover a musica brasileira nos EUA.
Entre os mitos que cercam o show do Carnegie Hall, um é o de que a bossa nova foi descoberta naquela noite. Não é verdade: Desafinado, sua canção - símbolo, havia vendido um milhão de cópias nos EUA naquele ano.
Outro mito a respeito da noite da bossa nova, é o que o show foi um fracasso.
O episódio seria premonitório do racha que logo diviria a bossa nova em "direita" e "esquerda", em "participantes" e "alienados". Após o golpe de 64, o compositor Geraldo Vandré dissera: "Temos de fazer música 'participante'. Os militares estão prendendo e torturando. A música tem de servir para alertar o povo. "
O disco que de fato rachou a bossa nova foi Opinião de Nara, de Nara Leão, o qual, além de ser um dos pontos altos do Teatro Opinião, foi a primeira reação artistica da esquerda ao golpe, inaugurando a "ideologia da pobresa".
Mas os gênios da Bossa Nova nem deram bola e seguiram seu caminho - não deixando de ser menos libertários e ousados por causa disso.