
sábado, 15 de setembro de 2007
Tribalistas

Rock Anos 80

Novos Baianos

Os "Novos Baianos" foram um exemplo lapidar de um grupo pautado na base cultural brasileira, mas com toda uma preocupação de ter um som com elementos universais.
Ativo entre os anos de 69 e 79; os Novos Baianos tornaram-se emblemáticos dentro da indústria cultural brasileira pela constante constante referência às matrizes musicais nordestinas incorporando também tangos, sambas e boleros, operando a clássica infusão tropicalista.
Influênciados pela contracultura e pela emergente Tropicália, Luiz Dias Galvão, Morais Moreira, Paulinho Boca de Cantor, e Baby do Brasil, tocam juntos pela primeira vez em Salvador, no show "Desembarque dos bichos depois do dilúvio", em 69.
A projeção nacional vem com os hits "Preta Pretinha", "Besta é tú" e a regravação de "Brasil pandeiro".
Os "Novos Baianos" incorporam a sua formação o subgrupo "A cor do som", composto por Pepeu Gomes, seu irmão Jorginho Gomes na bateria, Dadi no baixo; José Roberto, o Baixinho, e Bolacha na percusão. O subgrupo acaba por servir de sólida base ritmica para o som elétrico dos "Novos Baianos".
Em pleno clima de fechamento das liberdades democráticas por conta do regime militar, os "Novos Baianos" viviam como uma comunidade quase que anárquica. Fruto dessa convivência existencial e artística, o grupo lança o álbum Novos Baianos Futebol Clube, de 73.
Desfalcado de Moraes, os "Novos Baianos" tem na figura de Pepeu Gomes o seu eixo instrumental.
O grupo ganha o reforço do dançarino Gato Félix para dar maior enfoque cênico às apresentações.
Em 76, Dadi deixa os "Novos Baianos". As modificações na formação da banda incluem, também, a entrada de Charles Negrita na percussão e a saída de Gato Félix.
Em 79, os integrantes do grupo de forma consensiosa resolvem encerrar as atividades.
Jovem Guarda

"O futuro pertence a Jovem Guarda porque a velha esta ultrapassada.", a frase do líder Vladimir Lênis batizou no Brasil, em 1965 um dos programas de tv de maior audiência da época: o Jovem Guarda, apresentado pelos emergentes cantores e ídolos juvenis. Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia.
O programa Jovem Guarda foi o catalisador de um movimento que pôs a música brasileira em sintonia com o fenômeno internacional do rock e deu origem a toda uma nova linguagem musical e novos padrões de comportamento.
Entravam em cena as guitarras elétricas, a idéia de música exclusivamente jovem, com signos jovens e toda uma constelação de artistas: Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Eduardo Araújo, Martinha, Ed Wilson, Waldirene, Leno e Lilian, Deny e Dino, Bobby Di Carlo e grupos como Golden Boys, e tantos outros.
O programa de tv acabou em 1969, mas a estética da Jovem Guarda nunca deixou de estar presente na música brasileira feita a partir da década de 70.
Os primórdios do movimento devem ser procurados na segunda metade dos anos 50, quando o país começou a ser exposto à informação rock'n'roll, através dos discos de Elvis Presley. No fim da década, o país ganhou seus primeiros ídolos do rock. Eles representavam o rock em sua vertente mais adocicada, a das baladas.
A maior parte das letras eram ingênuas e recatadas, e boa parte das músicas, versões de sucesso do rock americano, britânico, italiano e até japonês.
Em pouco tempo, a moda adotada pelos apresentadores tinha se espalhado pelo país,bem como seus gestos e gírias - broto, carango, legal, "É uma brasa mora?", tudo veio da Jovem Guarda.
E o sucesso só fazia crescer: em 1966, o sucesso de Roberto com O Calhambeque havia chegado a Portugal, França, Argentina, Uruguai e México.
Em 1967, a Jovem Guarda iniciava o seu declínio.
Logo o programa saiu do ar e a Jovem Guarda se desmanchou. Cada um foi para um lado. Houve quem seguisse Roberto na carreira de cantor romântico, quem continuasse no rock e quem se bandeasse para o brega, música sertaneja ou mesmo rock rural.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Tropicalismo

sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Bossa Nova : O samba diferente que ganhou o mundo!
